e​/​ou

by e/ou

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credits

released April 25, 2017

e/ou é: Luciano Faccini, Luque Diaz e Yasmine Matusita

Produção e direção artística: e/ou
Gravado no estúdio do SESC Paço da Liberdade, em Curitiba
Produção técnica, gravação e edição: Lucas Paixão
Mixagem: Luque Diaz
Masterização: Paulo Bueno, Estúdio Click Audioworks

Participações especiais: Caio Riscado, Fabio Lima, Gustavo Derenievicz, Miro Spinelli e Pedro Mila

© 2017 Onça Discos / Atlas

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about

Onça Discos Curitiba, Brazil

Onça Discos releases music from brazilian artists who aren't afraid to kick it mixing styles and genres.

Onça Discos lança músicas de artistas brasileiros que não têm medo de arrochar e botar pra torar misturando estilos.

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Track Name: Rosto Feio
Excitam fótons
Meus olhos brilham
O sal se sensibiliza
Ouço vozes
Sussurro um verso cru
Todos os lumens
Do meu canto míope

Recito sombra sob o sol do verão

Um quebra galho, um gole
Um papo raso, um mosaico mal feito

Um rosto feio

Um quebra galho, um gole
Um copo raso, megapixel pincelado

Meu retrato em baixa definição
Track Name: Cartografia
Tive que sair correndo
Não deu pra descarregar
Tudo o que levo comigo

Uns trocados pra salvar
Um dia pra desenvolver
Dar sentido às escolhas que fiz

O meu peito é um mapa de saudades
Apontando diversas direções
E na cartografia
Minha prisão, minha alforria

Tive que sair correndo
Não deu nem pra relaxar
Fumar um, ficar tranquilo

Uns trocados pra salvar
Umas contas atrasadas
Tenho uns amigos pra pagar

O meu peito de terra fatigado
Todo aberto a intempéries, estações
E no raiar do dia
Uma visão, melancolia

Tive que sair correndo
Não deu pra compartilhar
Tudo que tenho vivido

Uns amigos pra salvar
Um dia pra desenvolver
Dar sentido às escolhas que fiz
Track Name: Canto de Terra
Vou me transplantar
Pr’um cantinho de terra
Pr’um terreno baldio

Ai quem dera dar
Frutos e vê-los
Caírem de maduro

Mas o clima vem
E nos castiga
Sol a pino, geada
Chuva de verão

Nascer é mesmo muito doído
Não é?
Viver é mesmo muito arriscado
Não é, meu velho?

No peito pulsa
Amarra, desenlace
Sereno, ventania
Cerração

Crescer é mesmo muito doído
Não é?
Nascer é mesmo muito arriscado
Não é, meu velho?
Track Name: Pavão Ordinário
Pavão ordinário
Asas abertas somos nós
Pavão ordinário
Lançou suas penas sobre nós
Track Name: Sem Título #1
A vida nos chama pra fora
Grita: vai ver
O precipício de cada dia
A contramão

O amor nos consome por dentro
Essa palavra gasta
A vida nos chama atenção
Excita, confunde

E peço passagem
Mas não sei bem pra onde vou
E me dou espaço
Sem saber bem aonde estou
E meço vontades
Sem saber bem

Será que cabe tudo nessa vida?
Será que cabe tudo?
Track Name: Cara de Pau
Você deu de ombros mas
‘Tava na cara
Me saltou aos olhos foi pior
Que meia boca

O teu sangue é quente
Mas a cabeça é dura

Não vou lhe falar no pé do ouvido
Mas abra os olhos escute o que eu lhe digo
Pois andando com pedras na mão
Pode acabar com um vazio no peito
Ou coisa pior

Eu não passo a perna dou
Tapa de luva
Deixe desse papo de
Fazer nas coxas

Você deu de ombros mas
‘Tava na cara
Me saltou aos olhos foi pior
Que meia boca

O teu sangue é doce
Mas a cabeça é oca

Não me venha falar pelos cotovelos que eu ‘tô careca de saber que mentira tem perna curta, não fico de joelhos pra quem diz ter as costas largas e muito menos pra quem pensa ter o rei na barriga. Eu, pé de chinelo, ponho os pés pelas mãos mas ‘tô sempre atento aos passos tortos da vida. Não sou só ouvidos, sou barba, cabelo, bigode, seios, buceta, pau, a porra toda e faço com o meu corpo o que eu quiser.
Track Name: Una y Otra
Otras dudas sobre las mismas cosas
Una y otra certeza más o menos fugitiva
Otro deseo en el mismo infierno
Y son tantas maneras de mezclar-se
Qué no supe entender
Talvez sea mejor así

Otras cosas sobre las mismas certezas
Una y otra duda más o menos fugitiva
Otro infierno en el mismo deseo
Y son tantas maneras de diluir-se

Entre ojos mirando relojes
Piernas con prisa
De un lado a otro y yo también
Soy la ciudad e me convierto en arena
De lejos sigo oyendo las olas

Y no dejo de perder-me
De cierto modo eso me libera
Track Name: Depois
Canto-me depois dessa
Funda madrugada
E nem sei

De onde vem
Pra onde vai
Nesse canto torto
Uma passagem

De onde vem?
Pra onde vai?
Nessa rua morta
Uma miragem

Amanheço-me depois
Funda madrugada
E nem sei

De onde vem
Pra onde vai
Nessa canto roto
Uma miragem

O espanto é mãe
O espanto é pai
Nessa rua morta
Uma passagem

De onde vem?
Pra onde vai?
Nessa canto torto
Uma passagem

O espanto é mãe
O espanto é pai
Nessa rua morta
Uma miragem

Calo-me depois
Track Name: Até Maio
Até mais, até maio
Vou partir no voo das seis
Daqui a pouquinho

E quando me despeço sou de açúcar, sal
Agosto, setembro e levo

Cá comigo, carcomido
Um caderno
E umas roupas sujas

E quando desembarco tenho a sensação
De que o corpo chegou bem antes que a alma

E ainda assim

Até mais, até maio
Vou partir no ônibus das dez
Logo logo

E quando me despeço sou de açúcar, sal
Agosto, setembro e levo

Cá comigo, carcomido
Um caderno
E umas roupas sujas

E quando desembarco tenho a sensação
De que o corpo chegou bem antes que a alma

E ainda assim
Até mais, até maio

Vou pra lá
Eu tenho que sair daqui a pouquinho
Vou voltar
Quando sobrar um tempo e uma grana
Vou pra lá
Deixa um beijo pra todo mundo aí
Vou voltar
Quando sobrar um tempo e uma grana
Track Name: Aquele Que Não Veio
Parecia um samba de placa mas não emplacou
Parecia que ia sair da gaveta
Mas ficou preso entre um verso e outro
Suspenso na resolução
Morreu na garganta de alguém que esperava o refrão

Parecia um samba de placa mas não emplacou
Parecia que ia ficar na cabeça
Mas não durou um fim de semana
Perdeu-se na profusão
Morreu na garganta de alguém que esperava

O que não veio, o que não veio
O samba que não veio e o que virá
Aquele que não veio, o samba que não veio
O verso derradeiro, e um bom final

Parecia um samba de placa mas não emplacou
Parecia que ia sair da gaveta
Mas ficou preso entre um verso e outro
Suspenso na resolução

Morreu na garganta de alguém que esperava o refrão
Morreu na garganta de alguém que esperava
Morreu na garganta de alguém
Morreu na garganta
Morreu